Eixo 04

Agro, terra e soberania alimentar

Reforma agrária, agroecologia e comida de verdade contra a concentração de terra e poder.

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Eixo 04

Agro, terra e soberania alimentar

O Brasil não pode seguir sendo a fazenda do mundo. O modelo agroexportador concentra terra, crédito, água, infraestrutura, poder político e comunicação. Ele se apresenta como produtor de alimentos, mas sua espinha dorsal é formada por commodities, cadeias exportadoras, concentração fundiária, agrotóxicos, desmatamento, financeirização da terra e dependência tecnológica. O Plano Safra mostra a prioridade estatal.

Propostas

8 propostas
Proposta 01

Lutar pela reforma agrária popular

Lutar pela reforma agrária popular, com desapropriação de grandes propriedades improdutivas, terras griladas e áreas associadas a trabalho escravo, crimes ambientais e violência no campo. O Brasil precisa enfrentar a concentração fundiária e colocar a terra a serviço da produção de comida de verdade, da agroecologia, da justiça social e da soberania alimentar.

Proposta 02

Criar programa nacional de transição agroecológica

Criar um programa nacional de transição agroecológica, com crédito público, assistência técnica, pesquisa, compras governamentais e apoio a cooperativas. A soberania alimentar exige fortalecer quem produz comida para o povo, reduzindo a dependência de agrotóxicos, commodities e cadeias controladas pelo agroexportador.

Proposta 03

Lutar pela ampliação das compras públicas da agricultura familiar

Lutar pela ampliação das compras públicas da agricultura familiar, quilombola, indígena, camponesa e agroecológica. O Estado pode usar seu poder de compra para garantir comida saudável nas escolas, hospitais, restaurantes populares e equipamentos públicos, fortalecendo territórios, cooperativas e circuitos curtos de produção.

Proposta 04

Lutar pela retomada dos estoques públicos de alimentos

Lutar pela retomada dos estoques públicos de alimentos, com política de preços, combate à fome e proteção contra a especulação. Comida não pode ficar submetida apenas ao mercado; o Estado precisa ter capacidade de regular abastecimento, enfrentar carestia e garantir segurança alimentar para o povo trabalhador.

Proposta 05

Lutar pela redução dos agrotóxicos e pelo fim dos subsídios a venenos

Lutar pela redução progressiva do uso de agrotóxicos, pelo fim dos subsídios a venenos e pela responsabilização de empresas por danos ambientais e sanitários. Um projeto popular de alimentação precisa proteger a saúde do povo, a natureza, os trabalhadores do campo e os territórios atingidos pelo modelo agroexportador.

Proposta 06

Defender a alimentação escolar como soberania alimentar

Defender a alimentação escolar como política de soberania alimentar, saúde pública e desenvolvimento territorial. A escola pública pode ser um eixo de reorganização produtiva, garantindo comida de verdade para crianças e jovens, fortalecendo a agricultura familiar e enfrentando ultraprocessados, fome e desigualdade.

Proposta 07

Lutar pelo fortalecimento de cozinhas comunitárias e restaurantes populares

Lutar pelo fortalecimento de cozinhas comunitárias, restaurantes populares e bancos públicos de alimentos. A fome não pode ser tratada como problema individual: garantir alimentação adequada exige política pública permanente, presença nos territórios e integração com agricultura familiar, assistência social e segurança alimentar.

Proposta 08

Lutar pela demarcação de terras indígenas, titulação de quilombos e proteção dos territórios tradicionais

Lutar pela demarcação de terras indígenas, pela titulação de quilombos e pela proteção dos territórios tradicionais. Defender esses territórios é enfrentar grilagem, desmatamento, violência no campo e concentração de terra, reconhecendo que povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais são parte central da proteção da vida e da soberania alimentar.