Transparência e controle popular
Instituições abertas, dados acessíveis e participação real.
Radicalizar a democracia e devolver poder de decisão à população.
Eixo 12
A democracia brasileira é limitada. O povo vota, mas não decide sobre o Banco Central, sobre a maior parte da política econômica, sobre o sistema de justiça, sobre os altos comandos militares, sobre as agências reguladoras, sobre a execução real do orçamento e sobre boa parte das instituições que moldam sua vida.
Instituições abertas, dados acessíveis e participação real.
Lutar pela limitação real dos supersalários e pelo fim de penduricalhos no Judiciário, Ministério Público, Legislativo, Executivo e Forças Armadas. Nenhuma instituição pública deve acumular privilégios enquanto o povo enfrenta salário baixo, fila, dívida, aluguel caro e serviços precarizados.
Garantir transparência integral de remunerações, benefícios, auxílios, verbas indenizatórias e pagamentos retroativos. O povo tem direito de saber quanto custam as altas carreiras do Estado e quais mecanismos permitem remunerações acima do teto constitucional.
Fortalecer representação, participação e fiscalização social.
Lutar pela democratização do sistema de justiça, com controle social, ouvidorias externas, responsabilização e ampliação do acesso popular. O Judiciário não pode ser um poder distante, caro, pouco transparente e blindado da crítica pública; precisa responder à sociedade que financia sua existência.
Abrir o debate nacional sobre mandato, eleição, controle popular e composição social dos tribunais. A democratização do Estado exige enfrentar a distância entre o sistema de justiça e o povo brasileiro, discutindo formas de reduzir privilégios, ampliar responsabilidade pública e diversificar quem ocupa esses espaços.
Lutar pelo fim da Justiça Militar para julgamento de crimes contra civis. Violações cometidas contra a população precisam ser julgadas com independência, transparência e controle social, sem estruturas corporativas que reforcem impunidade e afastem as vítimas da justiça.
Revisar privilégios previdenciários e corporativos das altas carreiras de Estado. A previdência e os benefícios públicos precisam obedecer ao princípio da justiça social, e não funcionar como mecanismo de proteção de castas institucionais distantes da realidade da maioria.
Garantir linguagem simples, acesso popular à justiça e fortalecimento da Defensoria Pública. Direitos não podem depender de juridiquês, distância institucional ou capacidade de pagar advogado; o sistema de justiça precisa ser compreensível, acessível e voltado à proteção concreta do povo.
Lutar por uma reforma política com financiamento público, combate ao poder econômico, democracia interna partidária, proteção de candidaturas populares e ampliação de mecanismos de democracia direta. A democracia brasileira não pode continuar capturada por dinheiro, sobrenome, máquina política e interesses empresariais.