Eixo 09

Educação libertadora, ciência e cultura popular

Educação pública crítica, ciência soberana, memória e cultura popular como emancipação.

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Eixo 09

Educação libertadora, ciência e cultura popular

A educação pública precisa ser tratada como eixo de emancipação, não como despesa. Uma sociedade exige educação crítica. Professores, merendeiras, inspetores, auxiliares, cuidadores, equipes de apoio e profissionais administrativos sustentam diariamente a escola pública. Valorizar a educação significa salário, carreira, concurso, jornada digna, infraestrutura, saúde mental e gestão democrática.

Propostas

8 propostas
Proposta 01

Lutar pela revogação do Novo Ensino Médio empresarial

Lutar pela revogação do Novo Ensino Médio em sua lógica empresarial e pela construção de uma educação integral crítica, científica, artística e politécnica. A escola pública não pode ser reduzida a treinamento precário para o mercado; precisa formar sujeitos capazes de compreender o mundo, disputar a sociedade e construir outro futuro.

Proposta 02

Valorizar profissionais da educação

Valorizar profissionais da educação, com piso, carreira, concursos públicos, formação continuada, infraestrutura, saúde mental e combate à precarização. Professores, merendeiras, inspetores, auxiliares, cuidadores, equipes de apoio e profissionais administrativos sustentam diariamente a escola pública e precisam ser tratados como parte central do projeto educacional.

Proposta 03

Lutar pela universalização da educação infantil pública

Lutar pela universalização da educação infantil pública, com creches em tempo integral e qualidade social. A creche é direito das crianças, política de cuidado, condição para autonomia das mulheres trabalhadoras e parte indispensável de um projeto de sociedade que coloca a vida no centro.

Proposta 04

Garantir alimentação escolar saudável

Garantir alimentação escolar saudável, com comida de verdade e fortalecimento da agricultura familiar e agroecológica. A alimentação escolar precisa ser tratada como política de educação, saúde pública, soberania alimentar e desenvolvimento territorial, enfrentando ultraprocessados e garantindo qualidade para crianças e jovens.

Proposta 05

Lutar por financiamento para universidades, institutos federais, ciência e pesquisa

Lutar pela ampliação do financiamento para universidades, institutos federais, ciência, pesquisa e extensão popular. Soberania nacional exige conhecimento produzido no Brasil, valorização de pesquisadores, investimento público e articulação entre educação, tecnologia, saúde, indústria, cultura e necessidades concretas do povo.

Proposta 06

Criar centros de memória popular

Criar centros de memória popular, negra, operária, camponesa, indígena e feminista. A história oficial tentou apagar o povo trabalhador, as mulheres, a população negra, os territórios tradicionais e as lutas sociais; disputar memória é disputar identidade, consciência e projeto de país.

Proposta 07

Criar política nacional de cultura comunitária

Criar uma política nacional de cultura comunitária, com orçamento para periferias, juventude, artistas populares, coletivos culturais e territórios tradicionais. Cultura não é enfeite: é direito, trabalho, memória, organização comunitária e ferramenta de formação política e disputa de futuro.

Proposta 08

Lutar contra o homeschooling e a privatização do ensino fundamental

Lutar contra o homeschooling e contra a expansão privada no ensino fundamental 1 e 2, defendendo a escola pública como espaço de convivência, proteção, formação crítica e construção coletiva. A educação básica não pode ser fragmentada por projetos individualizados, religiosos, empresariais ou segregadores que enfraquecem o sentido público da escola.