Eixo 11

Federalismo, municípios e orçamento de balcão

Financiamento público com planejamento, transparência e participação, sem emendas secretas.

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Eixo 11

Federalismo, municípios e orçamento de balcão

O federalismo brasileiro combina autonomia formal com dependência real. Municípios assumiram responsabilidades enormes em saúde, educação, assistência, defesa civil, mobilidade, saneamento e ordenamento urbano, mas não possuem capacidade fiscal equivalente. A União concentra instrumentos decisivos de arrecadação, crédito, moeda e planejamento.

Propostas

8 propostas
Proposta 01

Acabar com emendas secretas e garantir rastreabilidade

Lutar pelo fim das emendas secretas e pela rastreabilidade integral de todas as emendas parlamentares. O orçamento público não pode funcionar como balcão de negócios, moeda de troca parlamentar ou instrumento de curral eleitoral; cada recurso precisa ter origem, destino, execução, finalidade e resultado conhecidos pelo povo.

Proposta 02

Criar critérios sociais, territoriais e técnicos para recursos federais

Criar critérios sociais, territoriais e técnicos para distribuição de recursos federais. Municípios precisam de mais financiamento, mas esse financiamento deve responder a necessidades reais, desigualdades regionais, riscos climáticos, pobreza, infraestrutura, população atendida e planejamento público, não apenas à força política de cada parlamentar.

Proposta 03

Lutar por orçamento participativo federal

Lutar por orçamento participativo federal, com conferências populares vinculadas às prioridades orçamentárias. A população precisa disputar diretamente para onde vai o dinheiro público, especialmente nas áreas de saúde, educação, moradia, transporte, cuidado, segurança alimentar, prevenção de desastres e cultura.

Proposta 04

Lutar pela reformulação do pacto federativo

Lutar pela reformulação do pacto federativo, com maior capacidade fiscal para municípios, sem fortalecer oligarquias locais. O Brasil precisa superar a dependência municipal de favores, emendas e negociações de gabinete, garantindo financiamento estável, controle social e planejamento nacional articulado aos territórios.

Proposta 05

Criar fundos nacionais permanentes para políticas estruturantes

Criar fundos nacionais permanentes para políticas estruturantes, reduzindo a dependência de emendas individuais. Prevenção de desastres, moradia, transporte, saúde, educação, assistência, cultura e segurança alimentar precisam de financiamento contínuo, critérios públicos e execução planejada, não de repasses fragmentados e instáveis.

Proposta 06

Garantir transparência em tempo real das transferências públicas

Garantir transparência em tempo real de transferências, contratos, beneficiários, execução física e resultados. A sociedade precisa acompanhar não só o valor empenhado, mas também quem recebeu, o que foi contratado, onde foi executado, qual etapa da obra ou serviço e qual impacto concreto para a população.

Proposta 07

Lutar por planejamento regional integrado

Lutar por planejamento regional integrado, especialmente para regiões metropolitanas, serranas, rurais e de risco climático. Muitos problemas ultrapassam os limites de um município, como transporte, saneamento, habitação, saúde, desastres e meio ambiente; por isso, exigem coordenação pública, financiamento e participação popular em escala regional.

Proposta 08

Lutar por reforma política e reorganização dos municípios pequenos

Lutar por uma reforma política profunda, incluindo o debate sobre a organização de municípios pequenos. A questão não é retirar direitos dos territórios, mas enfrentar dependência fiscal, baixa capacidade administrativa, captura local por oligarquias e ausência de planejamento, garantindo serviços públicos, participação e eficiência social.