Eixo 04

Clima e justiça socioambiental

Proteger vidas e territórios diante da emergência climática.

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Eixo 05

Clima e justiça socioambiental

A crise climática não atinge todos da mesma forma. Ela recai com mais força sobre trabalhadores, mulheres, população negra, moradores de periferias, comunidades em áreas de risco, povos tradicionais e territórios sem infraestrutura. Não há desastre natural quando a tragédia encontra desigualdade fabricada.

Propostas

8 propostas
Proposta 01

Criar programa nacional de adaptação climática

Criar um programa nacional de adaptação climática para cidades serranas, encostas, margens de rios e territórios vulnerabilizados. A crise climática não atinge todos da mesma forma, e a resposta precisa priorizar trabalhadores, periferias, população negra, mulheres, áreas de risco e territórios historicamente abandonados pelo poder público.

Proposta 02

Criar Fundo Nacional Permanente de Adaptação Climática dos Municípios

Criar um fundo federal permanente para apoiar municípios na execução de obras de adaptação climática e prevenção de desastres, priorizando os territórios mais vulneráveis e com menor capacidade fiscal. O Fundo garantirá recursos não reembolsáveis para complementar investimentos da União, cobrir contrapartidas e insuficiências financeiras locais e financiar projetos técnicos necessários ao acesso a programas como o Novo PAC. Quanto maior o risco climático e menor a capacidade financeira do município, maior será a participação federal no investimento.

Proposta 03

Lutar por um plano nacional de contenção, drenagem e infraestrutura verde

Lutar por um plano nacional de contenção de encostas, drenagem urbana, saneamento, renaturalização de rios, parques inundáveis e infraestrutura verde. Não há desastre natural quando a tragédia encontra desigualdade fabricada; enfrentar riscos exige planejamento público, obras estruturantes e respeito aos territórios.

Proposta 04

Lutar por política habitacional vinculada à prevenção de riscos

Lutar por uma política habitacional vinculada à prevenção de riscos, com moradia digna, aluguel social suficiente, reassentamento com participação popular e combate a remoções forçadas. Não existe prevenção de desastres sem enfrentar a desigualdade urbana que empurra famílias trabalhadoras para encostas, beiras de rio e áreas sem infraestrutura.

Proposta 05

Fortalecer a defesa civil comunitária

Fortalecer a defesa civil comunitária, os NUDECs, a educação climática e os sistemas de alerta. A prevenção precisa estar perto das comunidades, com formação popular, tecnologia pública, participação dos moradores e estrutura permanente para proteger vidas antes que a chuva vire tragédia.

Proposta 06

Criar Observatórios Populares de Mudanças Climáticas

Criar Observatórios Populares de Mudanças Climáticas, articulando universidades, movimentos sociais, comunidades, mandatos e órgãos públicos. A produção de dados, mapas de risco, diagnósticos e propostas precisa servir à organização popular e à cobrança de políticas públicas, não ficar restrita a relatórios técnicos distantes dos territórios.

Proposta 07

Responsabilizar empresas e agentes públicos por danos ambientais

Responsabilizar empresas e agentes públicos por ocupação predatória, especulação imobiliária e danos ambientais. Quem lucra com a destruição do território, com a omissão diante do risco ou com obras que ampliam vulnerabilidades precisa responder pelos impactos sociais, ambientais e humanos que produz.

Proposta 08

Criar o Plano Nacional da Pessoa Desalojada e Desabrigada

Criar o Plano Nacional da Pessoa Desalojada e Desabrigada, garantindo acolhimento digno, renda, moradia, documentação, saúde, assistência social e reconstrução da vida após enchentes, deslizamentos, remoções e outras emergências. Quem perde a casa não pode ser abandonado em abrigos improvisados ou depender de respostas temporárias.