Eixo 03

Reforma tributária popular

Inverter a lógica tributária para que os ricos financiem direitos e a reconstrução do país.

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Eixo 03

Reforma tributária popular

A frase “os ricos que paguem a conta” é síntese de uma disputa sobre quem financia o Estado, quem recebe benefícios, quem paga impostos e quem se apropria da riqueza social.

Propostas

14 propostas
Proposta 01

Taxar lucros e dividendos

Apresentar e defender a taxação de lucros e dividendos para enfrentar um dos privilégios centrais dos muito ricos no Brasil. Enquanto trabalhadores pagam imposto sobre salário e consumo, grandes acionistas distribuem renda com baixa tributação; inverter essa lógica é fazer quem vive da apropriação da riqueza social contribuir para financiar direitos.

Proposta 02

Lutar pela subordinação do sistema financeiro ao desenvolvimento nacional

Lutar para subordinar o sistema financeiro às necessidades do desenvolvimento nacional e popular. Bancos, fundos e rentistas não podem seguir controlando crédito, juros, dívida pública e orçamento; a política econômica precisa servir ao emprego, à indústria, aos serviços públicos, à moradia, à produção e à soberania do país.

Proposta 03

Regulamentar o imposto sobre grandes fortunas

Apresentar e defender a regulamentação do imposto sobre grandes fortunas, previsto na Constituição, para que patrimônios extremos contribuam com a reconstrução nacional. Não há justiça social possível quando uma pequena minoria acumula riqueza por gerações enquanto a maioria vive com salário apertado, dívida, aluguel caro e serviços públicos insuficientes.

Proposta 04

Tributar grandes heranças, patrimônios e bens de luxo

Defender o aumento da tributação sobre grandes heranças, grandes patrimônios e bens de luxo. O Brasil precisa enfrentar a transmissão hereditária da desigualdade, fazendo mansões, iates, jatinhos, grandes propriedades e fortunas acumuladas pagarem mais para financiar saúde, educação, transporte, moradia, cuidado e segurança alimentar.

Proposta 05

Reduzir imposto sobre consumo popular

Defender a redução da tributação indireta sobre o consumo popular, especialmente sobre comida, gás, energia, transporte, remédios, produtos de higiene e itens básicos da vida cotidiana. O povo trabalhador não pode continuar financiando proporcionalmente mais o Estado toda vez que compra o necessário para viver.

Proposta 06

Revisar renúncias fiscais sem retorno social

Fiscalizar e revisar renúncias fiscais com transparência, prazo, metas, contrapartidas e avaliação pública, revogando benefícios sem retorno social. Isenção fiscal também é dinheiro público; quando o Estado abre mão de arrecadação para favorecer setores econômicos, a sociedade precisa saber quem recebeu, por quê, com qual resultado e a que custo.

Proposta 07

Criar tributação ambiental sobre atividades poluidoras

Criar tributação ambiental sobre atividades poluidoras, destinando recursos à transição ecológica, adaptação climática e reparação territorial. Quem lucra destruindo florestas, rios, territórios e condições de vida precisa financiar a recuperação ambiental e a proteção das populações mais atingidas pela crise climática.

Proposta 08

Combater sonegação e evasão fiscal

Combater sonegação, evasão, planejamento tributário abusivo e remessas de lucros sem contrapartida produtiva. Grandes empresas, bancos e fortunas usam brechas legais e estruturas internacionais para pagar menos imposto; fechar esses caminhos é condição para financiar direitos e enfrentar a concentração de renda.

Proposta 09

Garantir orçamento com prioridade para a vida

Garantir prioridade orçamentária para saúde, educação, cuidado, moradia, transporte público, segurança alimentar e prevenção de desastres. A disputa tributária não é apenas sobre arrecadar mais: é sobre reorganizar o Estado para financiar a vida do povo, não juros, privilégios, renúncias sem controle e negócios privados.

Proposta 10

Criar tributação nutricional progressiva

Criar tributação nutricional progressiva, reduzindo ou zerando impostos de alimentos in natura e minimamente processados e aumentando a tributação de produtos com alto teor de açúcar adicionado e baixo valor nutricional. A política tributária precisa proteger a saúde pública, combater ultraprocessados e favorecer comida de verdade.

Proposta 11

Proibir marketing alimentar algorítmico para crianças

Proibir marketing alimentar algorítmico voltado a crianças, especialmente quando usado para empurrar ultraprocessados, bebidas açucaradas e produtos de baixo valor nutricional. Big techs e indústria alimentícia não podem usar dados, telas e algoritmos para capturar a atenção infantil e produzir adoecimento em escala.

Proposta 12

Criar limite legal de açúcar em produtos infantis

Criar limite legal de açúcar em produtos voltados para crianças. A saúde infantil não pode ser subordinada à estratégia comercial da indústria alimentícia; o Estado deve regular formulações, embalagens e publicidade para impedir que produtos vendidos como infantis contribuam para obesidade, diabetes e adoecimento precoce.

Proposta 13

Criar Fundo Nacional de Prevenção à Obesidade e Diabetes

Criar o Fundo Nacional de Prevenção à Obesidade, Diabetes e Doenças Cardiovasculares, financiado por tributação sobre produtos e empresas que lucram com ultraprocessados. Os recursos devem fortalecer o SUS, a alimentação escolar, a promoção de atividade física, a educação alimentar e políticas públicas de cuidado.

Proposta 14

Instituir responsabilidade sanitária da indústria alimentícia

Instituir responsabilidade sanitária da indústria alimentícia, fazendo empresas com alto volume de venda de ultraprocessados contribuírem para um fundo público destinado exclusivamente ao SUS, à alimentação escolar e a programas de atividade física. Quem lucra com produtos que ampliam adoecimento coletivo deve participar do financiamento da reparação social.